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Scarlet, “new television series” | e algumas questões...



O lançamento da série Scarlet, estrelando Natassia Malthe e dirigida por David Nutter (de Supernatural e Smallville) aconteceu no dia 28 de Abril no Pacific Design Center em Los Angeles com a presença de cerca de 500 pessoas, incluindo (claro!) famosos. Para a surpresa de todos, no entanto, o lançamento não foi de um novo seriado de TV, mas de uma nova série de TV[bb]s, a LG[bb] Scarlet.
(Agora reveja o “teaser” acima. Faz todos o sentido, não é?)
Em uma longa e muito bem construída campanha de marketing viral[bb] com ações na TV e Internet, além de publicidade impressa, a LG conseguiu atrair muitos olhares para a nova “série de TV”, além de uma grande polêmica em torno da estratégia de marketing adotada.
Os “teasers”, materiais impressos ou on-line que criaram todo um buzz[bb] em torno da “nova série” jamais demonstraram ter qualquer relação com a marca LG, nenhum logo, nenhuma citação, nada. Toda a campanha criada pela Agency.com, Tequila\London e Stream aconteceu sem uma “marca”, o que, por si só já seria algo no mínimo, curioso, mas, claro, não pára por aí.
O objetivo da campanha certamente foi alcançado, afinal estamos falando do assunto (como tantos outros), não é?
Sou um entusiasta de campanhas bem construídas e que fogem dos modelos convencionais e certamente este é o caso desta campanha da LG Scarlet. Aqui no Brasil já tivemos campanhas que usaram estratégia similar (alguns mais rigorosos diriam: campanhas apoiadas em mentiras, apenas para gerar buzz), vocês se lembram das notícias envolvendo o relacionamento de Karina Bacchi com o Baixinho da Kaiser e que “depois” se tornou comercial?
Apesar de ser, como disse, um entusiasta destes novos modelos publicitários gostaria de levantar alguns pontos para discussão:
1) repararam que até agora não falamos do produto, da mais fina TV LCD do mundo, a LG Scarlet? Falamos apenas da campanha publicitária e, um pouquinho, da LG.
Podem nos questionar, portanto, sobre que rumos tem tomado a publicidade, afinal que importância tem o produto em uma campanha como esta? Será que o produto, realmente, tende a perder importância para a “publicidade pura” (será que criei um paradoxo? rsrs) e para a marca?
2) se por um lado temos cada vez mais ações publicitárias que se focam mais no benefício do que na própria “publicidade” (sentido mais restrito e usual do termo), como é o caso da ação da Maxwell House, temos também, por outro lado, ações que cada vez mais se aproximam ou resvalam em um tipo de “mentira” (não que eu ache a palavra adequada para o caso, e nem para casos como o da Kaiser, mas por falta de palavra mais adequada... “mentira” serve).
Que caminho seguir? Que cuidados tomar? E o consumidor? É possível justificar tudo com: "foi uma ótima idéia, a publicidade funcionou, todos estão falando no assunto"?

Discussão lançada. O espaço dos comentário é seu leitor, use-o! ;)

Post via: e*idéias

2 comentários:

At 5 de maio de 2008 13:34 Bruna Pires said...

GRANDE Rodrigo!

Tá aí, você e a LG me fizeram parar para pensar!

Pensando na campanha em si, na estratégia, no marketing viral, nas mídias utilizadas e enfim, após ler seu post paro e penso: "sobre que rumos tem tomado a publicidade, afinal que importância tem o produto em uma campanha como esta?"

Bem, diante do paradoxo, por você criado, lanço: Certo que a agência de publicidade que não tiver consciência da rápida e esperada evolução das redes sociais on line, ficará para trás, bem como já vem ficando.

OUTDOOR, FLYER, VT, (VT?), SPOT, DISPLAYS e etc, quantos e quantos ao dia? Quanta informação, quanta poluição, quanta coisa passa? Ou não passa? Não sei...estamos aí no PLOT POINT da Publicidade aguardando novos episódios para então dar uma opinião concreta.

E o produto, como você bem destaca, e a importância para o produto nessas "news campanhas" que bem ressaltam A MARCA. A venda do produto se dará pela posição da marca? Quem sabe. Vamos aguardar os novos episódios.

Beijoca e parabéns pelo conteúdo do assunto abordado.

 
At 6 de maio de 2008 17:03 Rodrigo Alexandre Coelho said...

Acho que você colocou muito bem as coisas Bruna.
O fato é que realmente temos a necessidades de modelos não convencionais de publicidade, mas é claro também que sempre esbarramos em questões novas, como as levantadas no post e no seu comentário.
O que não podemos fazer é deixar de discutir e analisar estas novas questões, afinal, elas não parecem ser passageiras ou simples modismos, ao contrário, parecem demonstrar uma tendência.

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