Uma loja bonita, descolada, preços camaradas, mercadoria de qualidade, atendimento vip? Tudo isso ou nada disso?
É muito bom entrar num ambiente bonito, bem montado, mas isso apenas não me faz comprar.
Preços camaradas? Sim, mas só se a mercadoria for boa, não tem sentido comprar algo que não vai durar, mesmo pagando pouco, logo você vai gastar novamente.
Mercadoria de qualidade sim, mas com preço justo!
Bom atendimento é importante, mas eu não vou pagar mais caro porque o vendedor foi simpático! Aliás, tem lojas onde se entra e os vendedores começam a elogiar tanto, mas tanto que fica claro que estão pondo em prática uma estratégia de vendas, não funciona, fica muito falso e extremamente cansativo, saio correndo de lugares assim.
Mulheres são esquisitas, então perguntar a elas sua postura como consumidoras podem nos trazer respostas absolutamente incompatíveis, absurdas e descabidas.
Por exemplo, adoro uma liquidação, mas se me apaixonar por um sapato, vou acabar comprando, mais cedo ou mais tarde. O preço acaba tornando-se mero detalhe.
Também acreditamos em milagres: creminhos que prometem reduzir a celulite (meu banheiro está cheio deles), acabar com as rugas (ainda não preciso, mas dos que prometem prevenir tenho vários)...
Mas tudo tem um limite.
Segundo noticiado quem mais procura o PROCON são as mulheres, elas são mais exigentes.
Eu mesma já entrei em contato algumas vezes com o SAC de algumas empresas, uma vez na compra de um desodorante cuja válvula parou de funcionar com o frasco ainda cheio. Outra vez um bolinho recheado que estava com mofo. E mais algumas situações. Em todas as ocasiões fui muito bem atendida. Resultado: uso a mesma marca de desodorante até hoje e continuo consumindo alimentos da mesma marca dos bolinhos.
Acho que é mais ou menos por aí: respeito!
Como consumidora eu quero ser respeitada. Não quero entrar numa loja e ter um exército de vendedores me seguindo, mas quero encontrar algum por perto se me interessar por algo.
Não acredito que o melhor artigo é o mais caro, mas aquele muito barato causa desconfiança. Porém se a necessidade for urgente, não me importo de pagar um pouco a mais para levar na hora. Que adianta estar mais barato em outro lugar que já esgotou?
Mulheres são assim, não acreditam na promessa do branco mais branco, querem testar, e se não for verdade voltam para aquela marca antiga que sua mãe já usava.
Claro que em tempos de crise mundial é necessário rever alguns conceitos, experimentar coisas novas e às vezes até nos surpreendemos.
Mas a regra é confiar no produto.
Cris é paulistana, já passou um bocado dos trinta, eternamente em dieta, cozinheira mediana, adora House, compradora de sapatos compulsiva mas também adora uma bolsa, ainda engatinhado na blogosfera, mas já em total dependência.
Ah! A Cris também é autora do CrisBlog e a comentarista mais assídua aqui do Nova Mídia - Novo Marketing.
Como se comportam as mulheres durante as compras?
0 comentários Postado por Rodrigo Alexandre Coelho às 12:29O primeiro guest post do Nova Mídia - Novo Marketing não é de autoria de nenhum dos meus colegas da publicidade, do marketing ou do planejamento. Nada contra meus colegas, ao contrário, mas já que o David Armano nos mostrou em post anterior (Como ter melhores idéias e melhores resultados com sua publicidade) que as melhores respostas e os melhores insights estão nas pessoas (antigos "consumidores", para quem ainda usa a palavra), achei que devia me aproveitar disso.
Por isso meu convite foi para uma leitora do Nova Mídia - Novo Marketing, a Cris, lá do CrisBlog e pedi para que ela escrevesse um pouco sobre suas experiências como "consumidora".
E o que a Cris acabou fazendo foi meio que desvendar um pouco do comportamento e dos pensamentos de uma mulher ao ir às comprar (alguém poderia pedir mais do que isso?!)
A Cris poderia até escrever um manual, algo do tipo "Como se comportam as mulheres durante as compras", confiram o post:
Obrigado Cris! E seja bem vinda, mas agora como colaboradora do Nova Mídia - Novo Marketing.
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